De fato nós somos um casal diferente. Nem sempre quando andamos na rua seguramos a mão um do outro, mas nem por isso as pessoas não percebem o nosso sentimento e sintonia. "E até quem me vê lendo jornal, na fila do pão, sabe que eu te encontrei". Ele me provoca, eu fico irritada. Ele me provoca mais um pouco, eu fico com raiva. Ele fica com raiva, mas não se afasta. Já eu quando fico com raiva não quero papo, acabou. Ele chega perto, sorrindo, olhando com carinho, me abraçando e eu me entrego. Quando estamos juntos, brigamos. E quando longe, também. Porque eu sou chata e ele também. Quando viajamos ele me acorda CEDO todas as manhãs dizendo que eu durmo muito. Aff... Eu coloco ele pra dormir todas as noites dando “boa noite”, mesmo que por pensamento. Eu digo “eu te amo” quando bato nele por ciúmes ou por qualquer outra besteira. Ele me abraça, me morde, e diz em pensamento que me quer sempre ao seu lado. Eu sinto! E eu respondo correspondendo ao abraço apertado. E eu sei que ele entende como um “eu também”. Eu sei porque nós somos assim. Sempre fomos. E sempre seremos.


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