Ela na balada várias pesoas ao redor e a música tocando "Ano inteiro trabalhando de office boy. Pra no final do ano pagar de playboy". Seus olhos percorrem o ambiente, todos conhecidos, mas conhecidos para ela, ela sabem quem é mas eles nem tem conhecimento da existência dela. Tanta gente bonita naquele pequeno espaço, mas ela simplesmente fica a procurar por uma única pessoa, pois olhou o mundo lá fora, e não encontra. Fica desanimada e sem vontade de dançar. Decide ir ao bar... Que grande decisão pois lá estava o 'seu' mundo pedindo a mesma bebida que a sua. Ficou tão feliz que logo a vontade de dançar veio, de remexer, de requebrar e ir até o chão olhando sempre para ele com olhares provocadores. Ela não sabe em que o 'seu' mundo lhe atrai, só sabe que sempre que olha ele na balada ela não tem mais olhos para ninguém. Só olha o mundo, só encara o mundo, só pisca para o mundo. Que coisa não!? Aquela imagem branquinha, de óculos, com o seu velho carlton na boca e um copo de bebida na mão, é sempre assim que ela olha ele nas partes. Toda balada é isso. Olhares, vontade de ficar e uma pontinha de insegurança, por conta do passado. E agora ela tá aqui, falando do mundo, tamanha 6h da manhã, acabada da balada, escrevendo em seu cel como rascunho.

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